“deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador.” (Geraldo Vandré)
31 de março de 1964. Um silêncio autoritário cala as vozes mais brilhantes do país, vivia-se em constante tensão, os passos vigiados e as consciências manipuladas. O canto se tornou uma forma de protesto e é aí que surge Geraldo Vandré que fez da arte uma forma de valer seu direito de cidadão livre diante da repressão. Nesse contexto chega às lojas de disco o LP Canto Geral, onde os anos duros da ditadura ganham uma versão criticamente musicada. Canto Geral é a máxima da militância ideológica. Não só Geraldo Vandré, mas Pablo Neruda também teve seu “CANTO GERAL” transformado em poesia. Com o mesmo propósito que Geraldo Vandré e Pablo Neruda tinham de se utilizar dos meios (às vezes únicos) que possuíam para proclamarem seus ideais e denunciarem a realidade em que viviam, o canto geral de psicologia pretende também assim fazer: formar um coro que cante uma canção ardente por uma ciência de qualidade e a construção de uma formação voltada paras as reais necessidades da sociedade, pois daqui a alguns anos estaremos fora dos muros da universidade e acreditamos que além da formação acadêmica há outras áreas, como a política, cultura e sociedade que auxiliam para formar em nós, estudantes - futuros profissionais, o caráter de sujeito; sujeito este, capaz de questionar e transformar as estruturas que nos cercam e nos oprimem. O C.A vem proporcionar, através da participação coletiva dos estudantes do curso, um espaço aberto para discussões de cunho acadêmico, político e cultural.
Dessa forma é que nosso coletivo se propõe a levar os estudantes de psicologia a refletir e agir sobre os problemas do curso, de nossa universidade e da sociedade.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
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